A 15ª Virada Cultural teve mais de 1.200 atividades gratuitas em cerca de 250 pontos da capital. O evento, que começou às 18h de sábado (18) e terminou no mesmo horário do domingo (19), teve público de cerca de 5 milhões de pessoas, 2 milhões a mais do que em 2018, segundo a Prefeitura.

Com o resultado, a expectativa da administração municipal é de entrar para o Guinness, o livro dos recordes, como o maior festival 24 horas do mundo. Segundo a Prefeitura, a nota média dada pelo público para o evento foi 8,6.

Mas será que valeu a pena? Vamos discutir o que deu certo nessa virada e torce para que a de 2020 so fique melhor :D.

Palcos próximos

Como o tempo entre um show e outro é, muitas vezes, curto, a proximidade dos palcos principais fez com que o público que estava no Centro não perdesse o início dos shows com os deslocamentos.

Programação paralela

Mesmo com tanta variedade, a Virada Cultural parece ter sempre espaço para mais. A programação de artistas circenses e bailarinos no caminho entre os palcos não só foi boa como entretenimento, como encheu as ruas e aumentou a sensação de segurança.

De bandas que montam o próprio show no meio da rua a blocos de carnaval que saem espontaneamente, teve de tudo.

O Tecnobloco, bloco carioca que costuma sair “escondido” no carnaval do Rio, percorreu a região da Vila Buarque por volta das 4h de domingo com um pequeno cortejo disparando em corrida atrás da banda a cada novo refrão.

Segurança

Segundo a Polícia Militar, 11 mil PMs em 4 mil viaturas fizeram patrulhamento durante o evento. Além dos policiais militares e de guardas-civis, havia seguranças perto dos palcos. Neste ano foram instaladas três bases de segurança, duas a mais que em 2018.

Outro ponto positivo foi o atendimento médico. Pessoas que passaram mal perto do palco foram rapidamente removidas por bombeiros e seguranças.

Grandes atrações em diferentes pontos da cidade

Alguns dos artistas mais esperados, como Maria Rita, Criolo e Rincon Sapiência, fizeram mais de um show, se apresentando no Centro e em outras regiões, como as zonas Norte e Leste.

Com isso, quem não conseguiu se deslocar até o Centro pôde aproveitar também.

Acessibilidade

Vários shows, como o de Anitta, contaram com intérpretes de Libras, que dançavam e participavam junto com os artistas.

Além disso, muitos deficientes assistiram aos shows na área reservada em frente ao palco e tiveram auxílio da produção do evento para se deslocar.

Alimentação

As opções para recuperar a energia nesta Virada estavam variadas e em maior volume que nos outros anos. Boas surpresas foram o festival “Fuegos” de comida na brasa, na Avenida São Luís, e a tenda Sabores da Coreia, no Vale do Anhangabaú.

Mesmo assim, houve quem reclamou que algumas dessas atrações não ficaram disponíveis durante a madrugada.

Passear pelo o Centro a Noite e conhecer uma Nova São Paulo

Uma das melhores coisas, não apenas dessa, mas de todas as viradas é andar a noite pelo o centro… com uma São Paulo iluminada e linda, é uma da melhores experiências que temos