Todos os anos acontece o FiLe (Festival Internacional de Linguagem Eletrônica), uma expo bem diferente do que estamos acostumados. Apesar dos seus 20 anos, ela ainda conta com um publico “nichado”, poucas pessoas sabem e se arriscam a participar dele, com muitos projetos de artes e algumas “inovações experimentais”, ousamos dizer que esse festival não para todos, por que o futuro pode ser lindo e assustador.

Desde o século XX pesquisas artísticas buscam formas inovadoras de expressão. Do ponto de vista da produção artística, através da relação interdisciplinar das artes com a tecnologia, conquistas efetivas transformaram o processo criativo e a maneira de se expor obras de arte, seja na relação da obra com o público ou do público com o espaço expositivo. A arte eletrônica tem se desenvolvido e vem exercendo um papel fundamental no mundo contemporâneo, pois busca desenvolver projetos que consideram não somente as inovações tecnológicas, mas sobretudo a diversidade dos novos comportamentos incorporados na sociedade atual.

Comemorando seus 20 anos, o foco das peças na exposição foram a historia da tecnologia e sociedade, como inspiração para essa mostra, a maioria dos artistas tentaram representar emoções e despertar um olhar diferente para o passado e futuro, gerando um certo desconforto com surpresa.

Não conseguimos ter uma experiencia em todas as instalações, devido a um protesto que estava acontecendo na paulista no dia do festival, mas abaixo, você pode conferir um pouquinho da nossa experiencia.

Um das instalações que mais chamou a atenção, foi a A Sense of Gravity, Em Nela podemos experimentar uma nova forma de gravidade. Teun Vonk criou este espaço não estático, que muda de tamanho e forma; isso interfere na lógica de nossa percepção espacial, ‘acordando’ assim o sistema sensorial do corpo e influenciando nossa percepção da gravidade. Em estreita colaboração com designers e programadores, desenvolveu este protótipo de instalação imersiva; esta máquina tecnológica de aspecto futurista abriga um espaço dinâmico e suave, que convida o espectador a uma experiência física, pessoal.

‘Scope’ consiste em dois oculus de VR (Realidade Virtual), conectados entre si por uma escultura rígida de cerca de 180 centímetros de comprimento. Conforme os dois espectadores se movimentam no espaço físico e virtual, orientam e influenciam um ao outro através da estrutura que os une.

A Interativa Experiência de Realidade Virtual ‘Inside Tumucumaque’ o leva para uma das áreas de conservação florestal mais vastas, localizada no Norte do Brasil. O trabalho oferece 400 hectares de floresta amazônica virtual, pronta a ser explorada através da perspectiva dos animais que ali habitam. Transforme-se em vida selvagem e descubra o mundo mágico de Tumucumaque.

‘Line Wobbler’ é um jogo unidimensional que utiliza um Joystick personalizado, feito de mola de aço e display com 5 metros de faixa de LED. Todo o game é executado em Arduino, incluindo som, efeitos de partículas e 120+fps. ‘Line Wobbler’ é um premiado experimento em game minimalista, que traz inovação no uso de input mecânico, som retrô e incorporação do espaço arquitetônico ao game.

Através do ‘Xadrez Auto-Criativo (XAC)’ as pessoas poderão encontrar, selecionar e desenvolver novos jogos e novas jogadas.