Para os fãs de leitura e universo fantástico, aqueles que se perdem durante horas nas paginas de um bom livro, em 2022 depois de uns três anos, finalmente tivemos de volta a Bienal do Livro a feira que reune grandes nomes e autores do universo literario.

Claro que depois desses anos, não podemos esperar uma feira igual a que estávamos acostumados, novos tempos, novos problemas e historias diferentes. Logo ao entrar na bienal, ja notamos uma pequena mudança, espaços amplos e muitos QR codes espalhados, folhetos, agendas, mapas e toda aquela publicidade em papel, se tornou digital, papel mesmo, somente nos livros e em alguns poucos lugares.

Ao andar pelos os corredores encontramos algumas “editoras”, sim… entre aspas mesmo, por que aquele formato de editora e livraria que imprimi livro esta mudando, empresas como Skoob e Amazon, tinham stands grandes com espaço apenas para palestras e workshops de autores convidados. Particularmente é interessante ver como acontece a transformação nos mercados, durante anos livrarias tem se adaptado a um mercado cada vez mais digital e agora esses eventos estão ficando cada vez mais techs, com o pacote completo, cheio de startups e grandes empresas de tecnologia.

Uma das coisas mais legais da bienal foi o esforço que muitos tiverem para criar os famosos espaços instangraveis, a receita de bolo de investir em um lugar legal e deixar ele bem artístico para se tornar relevante nas mídias sociais chegou aos livros. Grandes lançamentos de editoras cercados por cenários mega trabalhados, muitos artistas focando em uma boa arte e complementando sua obra com o mundo digital, autores cada vez mais acessíveis e espaços incríveis com temas iconicos, tudo por uma boa foto e a hype de uma #.

Para você que sempre foi na Bienal, não se sinta estranho ao despertar um sentimento saudosista, afinal tudo mudou muito, mais digital e inclusiva fica claro quais as próximas tendências e o papel é algo que daqui uns anos vai acabar.